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quinta-feira, 10 de março de 2011

Poema da escritora e conterrânea Isis Celiane

CONTRADIÇÕES (Isis Celiane)

Definitivamente: não morrerei de amor!

Não serei um poeta fanático a fenecer de paixão,

tampouco um trovador triste a chorar seus versos.

Meu canto não será sofrido, minha dor não será infinita.

Não. Não morrerei de amor!

Se dele me restar ainda amarguras,

que sejam somente agruras

e passem velozes feito o vento.

Que não me reste qualquer pensamento.

E se existir ainda a saudade,

que não seja nostálgica a lembrança.

Ainda que exista um fio de esperança,

seja espera alegre e não sofrida.

Que não haja dor se houver partida.

Não morrerei de amor!

Não cobrirei as flores com o véu de minha tristeza,

não ignorarei a lua como se não fosse mais poeta,

não perderei o pôr-do-sol como se ele agora

houvesse perdido o encanto.

Seguirei a lógica incoerente do coração:

Não morrerei de amor!

Mas quero morrer de tanto amar

Este amor sem media e sem razão

que um dia longe fui achar.

3 comentários:

  1. Não vale mesmo morrer de amor. Mas o amor vale a pena, mesmo quando a única vantagem tenha sido amar.
    Seu poema é lindo, Isis. Em versos livres, bem ritmados e inspirados. Parabéns!!!

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  2. A folia foi agitada. Agora o cantor Reginho te dá a dica para cuidar da sua saúde: http://bit.ly/foKnZH #fiquesabendo

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    Obrigado,
    Ministério da Saúde

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  3. Sobre este lindo poema, já postei comentário no blog da Academia de Letras de Crateus. Ali, externei que a Isis guarda um quê, alguma coisa da nossa Cecília Meirelles. Até a prevejo como sua substituta; não como imitadora, mas com feito estético próprio, elevada inspiração. Então, onde fica Cecília? Parodiando Chico Miguel em uma manifestação sobre certo autor parecer com Fontes Ibiapina, ele diz: "Paga o tributo de parecer com ele, em alguma coisa. Porém, menos que um tributo, essa proximidade estilística é um vezo, uma memória coletiva, um jeito de ser (...) com suas falas, vocabulário, costume, e vontade de perpetuar aventuras e desventuras". Leia-se em Cecília: "... depois, abri o mar com as mãos para o meu sonho naufragar". E mais adiante fala que está com "as duas mãos quebradas". Grande Cecília. Grande Isis!
    Parabéns!
    João Bosco

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