O município de Francisco Santos situa-se no entorno de Picos, região dos chamados Baixões Agrícolas Piauienses. Sua pujante economia assenta-se, principalmente, na CAJUCULTURA e no MERCANTILISMO, com ênfase nas atividades de escambo de mercadorias.
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Bem Vindo ao Blog de Fco. Santos - PI

Mate a sua saudade da Nossa Terra
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Quase! Um homem com problemas mentais entra na UEML e ataca alunos
domingo, 29 de agosto de 2010
O blog de Framcisco Santos agradece as doações

segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Fotos de ou em Francisco Santos - PI
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Francisco Santos ganha por WO
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
VI Copa Piauiense de Fultebol Amador, Francisco Santos joga dia 15 em casa contra a seleção de São Luiz do Piauí
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Poetas e Escritores de Francisco Santos - PI
HINO DA CIDADE DE
FRANCISCO SANTOS
Letra: João Bosco da Silva
Música: Aurélio Melo
I
Francisco Santos - Terra singular.
Raça, religião, inteligência:
Atributos normais da descendência
Da epopéia baiana nestas plagas.
II
Somos um povo forte e pertinaz,
Ardente, sensual, viril, prolífico,
Religioso, crédulo, pacífico,
Mui versátil nas artes mercantis.
ESTRIBILHO
Quem sabe ao forasteiro não pareças
Assim possuidor de tais encantos,
Porém te vejo assim, Francisco Santos,
Porque nos olhos tenho o coração!!!
III
Hospitaleiro, bom e generoso,
Anônimos heróis fazem da luta
Um ideal de amor à terra bruta:
Sangue, suor e sal da própria vida!
IV
Tens rio, vales, matas, serras, terras
Cuja fertilidade se avizinha
Daquilo que na carta diz Caminha:
"Terra em que, se plantando, tudo dá".
ESTRIBILHO
V
Folguedos, tradições religiosas,
O novenário, o culto a Maria,
Todas as gerações da endogamia:
Rescaldo cultural de nossa gente.
VI
Agreste, encantador torrão natal,
Quase um traço no mapa do Brasil,
Por seres no abc somente um til,
O nosso "amor febril" de faz maior!
Francisco Santos-Pi., 27 de junho de 1985
AS FLORES
Têm uma enigmática linguagem,
também misterioso crescimento,
vivem libertas na camaradagem,
virgens dos bosques se embalando ao vento!
Têm uma vida breve, de um momento:
dir-se-ia uma efêmera passagem.
Simbolizando qualquer sentimento,
representam a mais perfeita imagem.
Ornamento ideal pra qualquer fim,
elas vicejam, lindas, no jardim,
e a sua distinção é merecida.
Tal como diz Bilac em seu poema,
elas encerram divinal emblema,
ornando a morte e ao mesmo tempo a vida.
Teresina-PI; 27.02.68
O BEM-AMADO
Adora o elogio: honesto ou cego,
pouco importa. O importante é ser tratado
com muita distinção, com muito agrado:
satisfaz as carências de seu ego.
Enquanto seus terrores exorciza,
na solidão tremenda que o perturba,
buscando o aplauso frívolo da turba,
cheio de si – feliz! – se realiza.
Auto-suficiente, traz consigo
o compulsivo e mórbido desejo
de consideração e de respeito.
Quem não joga em seu time é inimigo:
pois só ouve a lisonja dos sem pejo,
que na bajulação têm prato feito.
Teresina-PI; 14.01.91
BIOGRAFIA DE JOÃO BOSCO DA SILVA
Dentre todos eles, apenas Mariano, Geralda, Camila e eu recebemos educação formal. Os demais receberam apenas aquela instrução básica que os deixava pouco acima do analfabetismo: ler com certa dificuldade, escrever uma carta idem, somar e contar. Mariano, além de uma bolsa da chamada Obra das Vocações Sacerdotais, programa bancado pela Igreja católica, recebeu a generosa ajuda da comunidade para que pudesse chegar à ordenação sacerdotal. Eu, Geralda e Camila estudamos sob os auspícios financeiros desse querido irmão que já nos deixou. Meu pai era pobre e não podia bancar estudo de filho em outra cidade.
João Mariano! Para mim, figura ímpar: foi pai, mãe, protetor. Viúvo aos 49 anos, não se casou mais. Dizia ele: "Até que poderia achar uma mulher muito boa para mim; mas seria boa para meus 11 filhos e mais 3 netos?" Os netros eram Lista, Lourdes e Joana (de Pedoca, que foram morar lá em casa após a morte da mãe, 01.01.45). Qual é o pai que não é herói para o filho? De minha mãe não posso falar: fiquei órfão aos dez meses de vida. Minha segunda mãe foi Geralda, a quem, carinhosamente, chamo “Mãe Baixa”. Ela, com apenas 8 anos (um tico de gente, segundo ela mesma), uma criança cuidando de outra.
Educação. Minha primeira professora foi Maria de Izac, esposa de José Hosternes, ambos falecidos. Depois vieram: Teresinha de Chico de Franco (hoje irmã Joana D´Arc), Miguel Guarany (pai de Chico Miguel) e Mundico de Boronga. Levado para estudar em Jaicós, em 1956, fiz o exame de admissão (que nesse tempo equivalia a um vestibular) em dezembro de 1957. De
Disso restou-me apenas a obsessão por livro e, naturalmente, pela leitura. Amigos que me leiam! Para decepção de alguns, aviso que não tenho nenhuma formação acadêmica. Um “amigo” chegou a me dizer o seguinte: “Seu romance Pensão Cassilda é um primor. Pena que você não tenha um título acadêmico para legitimá-lo como ótimo escritor”. Tentei argumentar, citando Machado de Assis, que só tinha o primário, ao que ele respondeu: “Machado de Assis é um caso à parte”. Assim, leitores, sou o que se chama “autodidata”. Cito o caso como ilustração; mas afirmo, com todas as letras, que a falta de um título não me frustra absolutamente
Profissionalmente. Funcionário do Banco do Nordeste, de
Estado civil. Casado com d. Sônia Maria Melo Silva, desde 27.02.1965. Temos de nossa duradoura e feliz união cinco filhos, dos quais nos orgulhamos. Basta dizer que, graças a Deus, nenhum deles nem ao menos fuma. A não ser, é claro, aquilo que se diz “beber socialmente”, outros vícios passam longe deles.
Os filhos. Adília Sarica (homenagem às duas avós), é casada com José Carlito, pais de Arthur e Gabriela. Ela é formada
FAZER LITERÁRIO. A leitura tem sido, ao longo de minha vida, o hobby mais constante e prazeroso. Daí a pretensão a escritor. Já tenho três livros publicados e outro premiado desde 2006, que o Sr. Governador Wellington Dias, de quem fui seu primeiro chefe quando ele estagiou no BNB, não se dignou de mandar publicar. O concurso literário foi promovido pela Fundac - Fundação Cultural do Estado, contemplando 15 categorias. Na minha, que foi Romance, fui classificado em 1º. Lugar. Eu – e meus amigos laureados – ainda estamos no aguardo desta publicação. Tenho também o hino da cidade de Francisco Santos, composto em
Meus livros não são muito conhecidos. Eu também não sou “badalado” como escritor. Em primeiro lugar, porque sou profundamente tímido e, segundo alguns, modesto demais. Outra razão é não fazer parte de “panelinhas” ou grupos, embora tenha exercido a função de Conselheiro Editorial da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, de
Alimentei, durante muito tempo, até com certo ardor, a pretensão a violonista ou a, pelo menos, arranhar-lhe as cordas. Mas não deu. Sou apaixonado por música. Tive, e ainda tenho, tendências à boemia. Inclusive, andei me ensaiando como cantor. Mas a minha voz, anasalada (fanhosa) e pouca, não me permite executar arte tão humana e bela – cantar!
Não quero me considerar plenamente realizado. Quando o homem não tem mais sonhos, seu estro fenece. Não obstante, sou plenamente feliz. Amo minha mulher e meus filhos, meus amigos, parentes e – embora muitos contestem – minha Terra. Assim mesmo: escrita com Maiúscula. Se a ela só pude oferecer “um espritado”, é porque mais não me foi possível.
Me reafirmo como um ser telúrico!